20.11.17

o "terror" das músicas de natal

O Natal já chegou! Pelo menos aos locais que muito dinheiro ganham com a sua chegada. São as árvores, luzes e restante decoração. E, como não podia deixar de ser, as músicas de Natal. Clássicos que todos conhecemos de cor e salteado.

Com o passar do tempo tenho vindo a ouvir pessoas queixarem-se das músicas. Porque começam a ficar fartas delas. Nessa altura digo sempre o mesmo. "Experimenta trabalhar num centro comercial durante o Natal". Algo que fiz durante anos.

Se as pessoas ficam irritadas com as músicas, imaginem quem trabalha num centro comercial. Que são as pessoas para quem o Natal deverá ser mais longo. As pessoas podem ir às compras e não achar piada à música. Ou mesmo à decoração. Mas fiquemos pela música.

Quem trabalha num centro comercial não ouve aquele clássico uma vez por dia. Algo que acontece às pessoas que vão às compras. Quem lá trabalha ouve a música uma vez em cada duas horas. Isto ao longo de vários meses. É algo que acaba por já nem se sentir!

Por isso, sempre que quiserem falar de músicas de Natal que tocam sem parar... peçam a opinião a um lojista de um qualquer centro comercial!

19.11.17

a vida como nos filmes e séries

A vide deveria ser como nos filmes e séries de televisão. Assim, quando em casa e depois de longas horas de trabalho, estamos sempre no nosso melhor. Idealmente no sofá e com um copo de vinho tinto na mão. Se isto for realidade para alguém, acusem-se sff!

18.11.17

só para quem se quer divertir

Já tinha partilhado um texto onde dava conta do "desespero" em fazer uma chamada com recurso à Siri. Expliquei também que me divirto a dizer coisas sem sentido à Siri. Pois bem, quem se quiser divertir só tem de fazer isto. Basta dizer duas frases:

"Siri faz beat box" e "Siri você gosta de Carnaval?" Depois é só apreciar as longas respostas!

14.11.17

somos um povo que adora uma boa polémica

Somos um povo que adora uma boa polémica. E que gosta de discutir o que nem sempre tem discussão. Como é o caso da polémica com o Panteão Nacional. A partir do momento em que é legal, pouco há para discutir sobre o jantar da Web Summit. Porque não existe ilegalidade nenhuma. Não percebo como se pode pedir a demissão de uma pessoa que simplesmente cumpriu a lei.

Aquilo que se pode discutir é a autorização da utilização do espaço. Qual foi o motivo. Por que razão se paga apenas 3000 euros para utilizar um espaço tão nobre como o Panteão? Para onde vai o dinheiro? É utilizado para melhoramentos do espaço? Estes podem ser temas interessantes de discutir. E não apenas falar mal das pessoas da Web Summit nem pedir a demissão de alguém que cumpre a lei.

Já agora, vamos recuar até 2003. Foi muito giro ver o Panteão Nacional transformado na Escola de Hogwarts para o lançamento de um livro da saga Harry Potter. Neste caso, com muita exposição mediática, já ninguém se importou com o respeito pelos mortos e pelas figuras históricas. O que levanta outra questão: estamos mesmo preocupados com o Panteão ou andamos a brincar à política e temos ódio às pessoas da Web Summit?

laughing and fucking

Isto anda muito próximo da perfeição. Desde a música à letra, passando pela extraordinária coreografia e vídeo. Tudo em bom. Mais uma para ouvir em repeat. "All night laughing and fucking. Some days like I'm barely breathing and after we were high in the love, doped out"

13.11.17

o mundo está cheio de boas pessoas

O mundo está cheio de boas pessoas. Sendo que o ser boa pessoa parece ser uma característica que quase todas as pessoas têm. E que é facilmente confundida por muitas pessoas. E quando digo que é facilmente confundida é porque muitas pessoas tendem a refugiar-se no ser boa pessoa. E colocam esta qualidade num patamar onde nem sempre deve estar. Porque ser boa pessoa não chega. E não é uma prioridade em muitos casos.

Por exemplo, quem nunca ouviu no trabalho alguém dizer que o funcionário x é boa pessoa. Não importa se trabalha bem. Se faz as suas tarefas. O que importa é que é boa pessoa. E muitas pessoas confundem isto com ser bom funcionário. Parecendo que não percebem que uma boa pessoa não faz um bom funcionário. Tal como um extraordinário funcionário não faz uma boa pessoa. Uma coisa não leva à outra. Infelizmente já trabalhei com excelentes funcionários que eram péssimas pessoas. Tal como sou amigo de muitas boas pessoas com quem não queria trabalhar.

E isto não é exclusivo do trabalho. Porque as boas pessoas estão em todo o lado. Atrevo-me até a dizer que muitas pessoas dizem isto quando nada mais têm para dizer sobre alguém. O "boa pessoa" é aquela peça de roupa preta que nunca passa de moda e que fica bem em todas as ocasiões. E isto nem sempre é justo. Ou dito por outras palavras, o ser boa pessoa nem sempre deve ser colocado em primeiro lugar. Especialmente quando esse conceito faz com que a visão fique distorcida.

Num mundo ideal estaríamos rodeados de boas pessoas que também são boas em tudo o resto. Mas nem sempre é assim. As grandes equipas de futebol não estão cheias de boas pessoas. As grandes empresas não são feitas apenas de boas pessoas. Nem os mais perfeitos grupos de amigos estão cheios de boas pessoas. O que não tem de ser um lamento. Nem é algo chocante. É a vida como ela é. E só tem de ser percebida assim. Para que o boa pessoa não se transforme na tal peça de roupa preta que não faz falta para nada mas que está no armário porque pode vir a ser necessária porque fica sempre bem.